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Sinopse: Um jovem colegial extremamente inteligente se depara com um caderno preto intitulado "Death Note" este caderno tem o poder de matar qualquer pessoa cujo nome seja escrito nele dês de que a pessoa que escreveu esse nome tenha uma imagem clara em sua mente de sua vitima.


Anime: Death Note

Gênero: Mistério, Policial, Sobrenatural
Autor: Tsugumi Ohba
Estúdio: MadHouse
Direção: Tetsuro Araki
Episódios: 37


Dos títulos que já escrevi a respeito aqui no Blog, Death Note é definitivamente o mais popular.

Aqui no Brasil foi exibido pela primeira vez pelo Animax em 2009 apesar do anime ter sido lançado no japão em 2006. De qualquer forma, a obra se popularizou e ganhou até um filme (que aconselho a todos não tomarem por base aquela atrocidade para tirar alguma conclusão a respeito da animação. O filme meramente se apropriou do titulo da obra e respeitou muito pouco as características das personagens ou o enredo da obra em si.).

Obviamente vou discorrer um pouco a respeito da obra, então alguns
spoilers serão inevitáveis a partir daqui, mas o que vou procurar discutir no meu texto é uma questão que vai além desse anime em si. Vou falar um pouco sobre o mercado de animes e a importância dessa obra para tanto.

Um conceito interessante da obra é que o personagem central é totalmente vilanesco e acompanhamos esse estudante, Light Yagami, e sua evolução. Porém, não é como se fosse um humano puro que repentinamente se vê corrompido por um poder sombrio, a personagem de Light é bem esférica, no sentido de que é fácil entender as motivações que o levam a construir seu ideal de justiça.

Ele vem de uma família de ideais rígidos. Seu pai era o chefe da força policial e Light um estudante exemplar em todos os aspectos, quando a priore o caderno cai em suas mãos ele o trata com ceticismo, mas sua curiosidade natural e pensamento cientifico o instigam a experimentar os poderes do caderno e ele o faz em um ato de heroísmo. Light escreve o nome de um delinquente descontrolado e, com isso, salva outra pessoa. 
Esse ponto é muito importante para a construção dessa personagem, pois seu ideal de justiça já nesse instante diz: "Tudo bem matar se for pelo bem maior".






Uma vez que o poder do caderno tenha se comprovado legitimo, Light não se desespera. Aliás, a frieza com que ele trata o assunto e a calma dele para lidar com esse evento sobrenatural inexplicável até então é o que o torna marcante nesse primeiro ato da obra. A partir disso é que nós leitores/espectadores entendemos que esse personagem possui uma característica destoante aos heróis convencionais. Ele é extremamente racional e isso já se coloca contra o modelo mais popular de heróis passionais.


Mas Death Note vai um pouco além na quebra dos moldes.

A grande verdade é que a personagem principal de Death Note não é um herói, aliás ele é o grande vilão da história toda e todas as características do arquétipo de um bom vilão estão ali. Sua inteligencia imbatível, seu ideal forte e inabalável, sua frieza com relação a vida alheia e a utilização do "Bem maior" como desculpa para cometer suas atrocidades. Além do carisma impecável, tamanho carisma que em boa parte da obra ele convenceu a todos de que era legitimamente bom.

Death Note é um banquete para análises de construção de personagens pois seu núcleo principal possui vários aspectos que proporcionam discussões sobre ética, benevolência e justiça. Claro que falando dessa forma da personagem central acabamos por nos cativarmos pelos trejeitos dela, mas em uma visão mais ampla Light é apenas mais um megalomaníaco e se houver qualquer duvida a respeito disso, posso sempre sacar a carta da fala dele: "Eu me tornarei o DEUS do novo mundo". 

Mas, a real questão aqui é que em determinado ponto da obra, Death Note fica saturado e isso se deve ao fato de que bem no começo uma outra personagem central é apresentada e essa personagem é a definitiva contraparte do Light.
Esse personagem é o L, um investigador mundialmente conhecido que fica no encargo de identificar e prender o misterioso assassino em série que tem matado criminosos ao redor do mundo, e esse assassino obviamente é o Light. Então, é dado o inicio do jogo de gato e rato onde esse investigador, que sempre preservou seu nome, não pode ser assassinado através do método usual e infalível do caderno.

Nesse ponto a obra é realmente interessante e acho que todos que a acompanharam tiveram essa sensação de tensão constante. 
É bem comum nós nos pegarmos torcendo para ambos, essa sensação de tensão crescente é o que acabou criando as grandes expectativas a respeito da obra. 
A originalidade do roteiro combinada com uma arte impecável e os diálogos intensos acabaram por criar uma legião de fãs, fãs do L, fãs do Kira (pseudônimo adotado por Light na obra para manter sua identidade segura e, ainda assim, ter uma espécie de figura pública para pregar teu ideal) e fãs de Death Note como um todo. 
Isso funcionou muito bem. As vendas foram boas, os fãs estavam cada vez mais animados com o clímax da história e após uma sequência de acontecimentos extremamente bem elaborados, chega em um ponto do ápice onde Light Yagami consegue levar a melhor sobre L e o assassina (não diretamente, mas basicamente ele foi o autor do plano todo). Assim, ele se livrou de seu maior obstáculo e provavelmente o único que seria capaz de revelá-lo e mandá-lo à justiça.
Sua vitória foi tamanha que não só ele fez isso, como acabou se tornando o encarregado responsável pela investigação de Kira. Ou seja, agora ele tinha a posição privilegiada de estar atrás de si mesmo e isso seria um fechamento sem igual.
O personagem central da série é um vilão e consegue executar seus planos com tamanha maestria que ele se torna aquilo que queria, o deus do novo mundo que ele criou. Onde as taxas de criminalidade são baixas devido ao constante medo da punição mortal que pode vir dessa entidade chamada Kira. (Inclusive tem um cena muito linda do L Lavando os pés do Light logo antes da morte acontecer).




Então houve uma questão,
As vendas estavam ótimas e os editores sentiam que ainda não era o momento para uma obra assim terminar, ao menos essa é a impressão que dá pois apesar desse ápice conclusivo, a obra se estende ganhando mais dois detetives que herdaram a vontade do L de pegar o Kira e novamente um jogo de gato e rato recomeça, dessa vez com o Light um pouco mais descuidado e com duas crianças prodígios que possuem poderes dedutivos quase que equivalentes ao de L.
Acho que os fãs acabaram ficando com esse gosto meio agridoce na boca onde temos esse mais do mesmo e, ao mesmo tempo, algo de aspecto totalmente diferente. Talvez por Death Note ter quebrado tantos padrões, a expectativa para a obra fosse bem maior do que era possível realmente fazer. A qualidade de animação continuava impecável, mas o roteiro sofreu tanto que, na segunda metade desse anime (pós morte do L), fica difícil simpatizar com o Light.

Claro que pode ser mera especulação falar que essa extensão da obra foi forçada por motivos de vendas, mas o autor de Death Note possui outro titulo chamado Bakuman, que se trata de um romance slice of life que fala de um escritor e um artista que decidem se tornar mangakás (autores de mangas) renomados e a obra mostra os bastidores da confecção e editoração de um manga.

Em certo ponto da obra, os autores passam por uma situação onde a editora tenta obrigá-los a continuar com uma história que eles julgavam já estar pronta para ser finalizada e a forma como isso é tratado da perspectiva dos autores e as resoluções em Bakuman, parecem uma nítida alfinetada a essa sede de lucro que acaba por estragar a arte em si. 
Bakuman é uma obra com um teor bem autobiográfico. Existem vários aspectos que são colocados na obra que falam sobre seu autor, então não é algo tão fora da realidade afirmar que essa passagem na obra se refira ao dilema de Death Note, ao menos ao meu ver.

Enfim, levando em consideração o anime como um todo...Death Note é sim uma obra de arte, uma peça rara e por mais que a segunda metade do anime tenha perdido um pouco sua qualidade de roteiro, o final foi muito bom e a qualidade de animação como um todo é constante. 

Meu coração diz 8 mas a nota real é um 7/10. 
O autor de Death Note é possivelmente um pseudônimo de um escritor que já possuía outros trabalhos consagrados e decidiu adotar essa identidade para evitar associações, uma vez que eram linhas de trabalhos bem distintas na época.
De qualquer forma, vale à pena chegar as outras obras que ele fez como Tsugumi, como Bakuman e Yamada-kun. 










Sinopse: Marin deixou tudo para trás. A casa de seu avô, o sol da Califórnia, o corpo de Mabel e o último verão agora são fantasmas que ela não quer revisitar. O retrato de uma história em que já não se reconhece mais. Ninguém nunca soube o motivo de sua partida. Nada se sabe sobre a verdade devastadora que destruiu sua vida.
Agora, ela vive em um alojamento vazio e está sozinha no inverno de Nova York. Marin está à espera da visita de sua melhor amiga e do inevitável confronto com o passado. As palavras que nunca foram ditas finalmente se farão presentes para tirá-la das profundezas de sua solidão.


"Sei que estou sempre sozinha, mesmo quando cercada de pessoas, então deixo o vazio entrar."


Sabe aquele tipo de livro que você aceita ler apenas pela capa? Então. Esse foi um deles.
E se não bastasse isso, foi bem indicado por uma amiga querida. O adiantei na listinha antes do ano acabar e foi uma das melhores escolhas que fiz. (Sim, esse livro foi terminado ano passado e a resenha estava aqui, esperando para sair quentinha =D)

"Eu me pergunto se tem uma corrente secreta que une as pessoas que perderam alguma coisa. Não da forma que todo mundo perde alguma coisa, mas da forma que destrói sua vida, te destrói, e quando você olha para o próprio rosto, não parece mais seu."


Como a sinopse diz, seguimos Marin que acabou deixando sua vida para trás sem avisar ninguém depois de um momento difícil em sua vida, mal esclarecendo os pensamentos dentro de si mesma. Apenas seguindo quando pensou não ter mais nada.
E é com essa premissa que o livro se desenvolve.
Mabel, sua melhor amiga do passado, acaba conseguindo convencer Marin em recebê-la finalmente e ficar alguns dias antes do Natal, já que Marin estará sozinha no alojamento da faculdade.

"Estou querendo dizer que tem falhas demais. Não tem esperança suficiente. Tudo é desespero. Tudo é sofrimento. O que quero dizer é que você não deveria ser uma pessoa que procura a dor. A vida já tem o suficiente disso."

Porém, é necessário dizer que o livro é um tanto confuso no começo. Apesar dessa ideia toda, de saber que muita coisa foi deixada para trás e muito não foi dito, é necessário ter paciência com os capítulos e deixar que a história se desenvolva e cresça com calma, mesmo que fiquemos um tanto no escuro conforme as páginas vão passando.

"...às vezes, duas pessoas têm uma ligação tão profunda que faz um romance parecer uma coisa trivial. não é uma questão carnal. É de almas. A parte mais profunda de quem você é como pessoa."

O bom é que os capítulos conseguem se intercalar entre o agora e o passado, o que facilita com a história que vai sendo moldada, até entendermos tudo. (Na verdade, acaba sendo a melhor maneira de entendermos tudo o que se passa na mente de Marin)
O que deixa evidente que só iremos entender mais as coisas conforme a própria Marin se permite pensar, sentir e analisar.

"Foi um verão de tentar não pensar demais. Um verão de fingir que o fim não estava chegando. Um verão em que me perdi no tempo, em que raramente sabia que dia era ou me importava com a hora. Um verão não ensolarado e quente que me fez acreditar que o calor duraria, que sempre haveria mais dias."

A história se torna bem sensível aos poucos, com vários significados que vão sendo mostrados e nos deixando tão angustiados quanto a própria personagem principal parece estar.
O enredo todo se desenvolve em 3 curtos dias, mas dá para sentir na pele os desejos e receios de Marin.

"O problema da negação é que, quando a verdade chega, você não está pronta."

Posso dizer que gostaria que algumas coisas tivessem sido melhor trabalhadas tanto com Marin, seu avô e Mabel. A história é ótima, os motivos que nos levam ao grande final são bons também, porém acho que a autora poderia ter se aprofundado para dar um pouco mais de significado as atitudes de alguns dos personagens.


"Se quem éramos no passado tivesse um vislumbre de nós agora, o que achariam?"

O livro nos faz aprender que uma pequena mudança ou escolha pode afetar a vida de vários, mesmo que essa não fosse a intenção.
O enredo nos dá algumas explicações, mas teria me atingido muito mais se tivesse sido mais...profundo.


"Quantas vezes você tem a oportunidade de fazer uma coisa de novo e certo? Só podemos causar uma primeira impressão, a não ser que a pessoa que você conheceu tenha um tipo raro de generosidade. Não do tipo que dá o benefício da duvida, não do tipo que diz "Quando eu a conhecer melhor, acho que vou ver que ela é legal". Do tipo que diz "Não. Inaceitável. Você pode se sair melhor. Vamos ver".

É o tipo de livro que te faz sentir, te chateia, te faz começar a amar as pequenas coisas e o que você tem no agora. Que te faz olhar para trás e amar o passado, mesmo com seus erros, falhas e escolhas que poderiam ser diferentes.
Mas, também é um livro que te faz terminar com um vazio mesmo que tudo pareça começar a mudar. Talvez para melhor ou não...

"TENHO MEDO DE ELE NUNCA ter me amado."


É exatamente o tipo de livro que amo, que me dá aquele momento pensativo de reflexão pessoal. Mas ainda gostaria que alguns passados tivessem sido melhor explorados.

"Eu estava bem um momento atrás. Vou aprender a ficar bem outra vez."


No todo, Estamos Bem vale muito a pena, especialmente sendo uma leitura de fim de ano onde amamos nos tornar nostálgicos e agradecer por algumas coisas. Recomendo facilmente.



"A areia e o sol.
Seu cabelo me protegendo como uma cortina.
Seu sorriso quando olhava para mim, transbordando amor.
É tudo o que eu me lembro e é tudo."



Sinopse: Yosef de Keltoi. Presenteado na infância, por uma de suas mães, com um tesouro de muitas páginas. Cresceu com pouco, encontrou o seu amor e ao lado dela teve que instigar uma revolução entre trabalhadores do campo. Sua vitória não foi perfeita, pois falhou contra os deuses que tanto venerava. Assim, o líder de uma vila pequena, e quase oculta entre os quatro cantos do mundo, vive o começo da sua velhice. 
Não reclama de ter vivido muitos ciclos e é servo de um império que pintou de rubro nações que ousaram ser grandes. Sempre preocupado com o seu povo e com a sua família. Qual vem primeiro? É uma pergunta que necessita de tempo e páginas para ser respondida. Hitalo, o mais velho dos seus filhos, exige mais firmeza com os homens do campo. No auge da juventude, o divertido e criativo Yohan deseja provar para o seu pai que é um homem feito. Morgiana, companheira de luta, enxerga muito além do que os olhos podem ver e deseja alertar o seu amado Yosef a respeito de algo muito difícil de fugir. 
Yosef parte para Numitor, sua viagem tem como destino a capital de todo o império, lar dos homens de togas brancas que praticam um culto conhecido pelas eras. E esses mesmos homens possuem legiões em seu poder. Era para ser somente mais uma viagem dos tributos, mas o homem comum ouve boatos que colocam em risco o seu lar, a sua cultura e as suas crenças. Uma ajuda é mais que necessária, mas aqueles que são os mais poderosos e dotados de uma sabedoria milenar começam a pedir socorro. Só Yosef, o líder, pode salvar o que tanto ama.
Ao tentar, é exposto o seu passado manchado, ele reencontra velhas amizades e conhece desejos guardados dentro do peito de um dos seus filhos. Sua vontade de ter o que tanto deseja fará Yosef se embrenhar pelas ruas do império. Será preciso conviver com ladrões, fardados de rubro, uma sociedade que ama a prata e o ouro e terá de lutar até mesmo contra a fúria da natureza.

Precisamos começar a falar sobre este livro com um alerta: Só vai gostar, quem curtir muitos detalhes e uma boa introdução. Desde o inicio, fica claro que o autor não está preocupado com a ação (que irá aparecer), mas antes disso ele quer que o leitor conheça ao máximo o local que criou e seus personagens.

Tudo começa com Yosef, líder da vila de Keltoi, um ávido leitor, apaixonado pela sua família, mas que ama mais ainda os eu trabalho que consiste em ajudar os aldeões e cuidar de todo o processo na colheita de centeio, que é fonte principal de renda local.
Mas, como nem tudo é feito de paz e otimismo, em uma viagem ele descobre que sua vila pode sofrer com os ataques que vem destruindo pequenos grupos como o dele.
E é aí que nosso personagem principal tenta encontrar uma maneira de evitar que sua vila e família sofram as consequências do que está por vir, indo para Numitor em busca de ajuda. E é lá que encontrará velhos amigos e alguns segredos.

"Nunca abandone o que você possui de melhor. Não se afaste da sua alegria e da sua fé."

Além do líder, você conhece os filhos dele, Yohan e Hitalo, que possuem personalidades e pensamentos bem diferentes entre si e de seu pai.
Enquanto Yosef é a figura encarnada do bem e da boa vontade, chegando a incomodar um pouco por ser tão bom, seus filhos demonstram momentos de mais humanidade, tendo acessos de raiva ou desgosto com as decisões do patriarca e líder.

A leitura é lenta e chega ser um pouco carregada para quem não é acostumado com tantos detalhes ou com livros que usem linguagens fora do comum para os das atuais, mas vale uma viagem para aqueles que desejam conhecer e se aventurar por um ambiente fora dos padrões.

Um livro que mostra que é importante persistir, acreditar e ter fé quando se tem um objetivo em mente.
E fica bem claro que o final pede por uma continuação, para que mais questionamentos sejam respondidos, dando um final fechadinho ao Ciclo dos Cinco.

"Aprenda, Yosef: Em suas últimas forças, os bons acabam dando os seus mais poderosos golpes."






Sinopse: Apesar do Titulo sugerir uma vida escolar ordinária o Anime por muitas vezes transcende a realidade com personagens peculiares de habilidades nada ordinárias, tudo combinado em um ambiente escolar nada convencional.


Anime: Nichijou

Gênero: Comédia, Vida Escolar
Autor: Keiichi Arawi
Estúdio: Kyoto Animation
Direção: Tatsuya Ishihara
Episódios: 26





Já falei antes no Blog sobre um anime de comédia [Veja meu texto sobre Kono Suba], mas o que me esqueci de dizer aquela vez é algo que me penica toda vez que vou escrever sobre uma obra de teor cômico: 
O gosto por humor é muito pessoal e pontual de cada um.
 
Claro que não deixo de lado os outros fatores para montar a analise como um todo, mas quando estamos analisando um anime de comédia alguns pontos acabam tendo mais peso do que outros. Por exemplo, o design de personagens de Nichijou é bem simples e a qualidade de animação é inconstante, porém o timing de comédia do diretor e o carisma das personagens (isso por maior parte da dublagem) é o que realmente pesa na obra.






Em um resumo rápido a obra se foca em um grupo de amigas de escola que passam seus dias fazendo o que é algo bem comum para estudantes, conversando sobre a vida, descobrindo suas aptidões e descobrindo seus primeiros amores. Falando dessa forma fica fácil ver Nichijou como um Slice Of Life, porém a comédia no sense é escancarada desde o primeiro episódio, aliás...desde a própria abertura. 
Porém, existem alguns pontos a serem considerados já que o Humor de Nichijou nem sempre é fácil de entender, principalmente para nós aqui do ocidente. O humor oriental possui muitas brincadeiras com a escrita e com a fonética, alguns diálogos da obra são recheados de trocadilhos que mesmo com um excelente trabalho de legenda, quem não entende japonês acaba deixando passar. Além disso, existem algumas brincadeiras que eles fazem com os costumes e cultura do oriente, tal como as citações de Haikai que aparecem de forma inusitada. Para quem conhece a estrutura poética do texto de Haikai é possível ver a graça no conteúdo, mas para a maioria das pessoas a frase vai parecer apenas algo solto e fora de contexto.





Mas o grande impacto de Nichijou é que aos poucos você entende melhor cada personagem e cria-se um vínculo com elas. Em determinado ponto já sabemos que tipo de piada esperaríamos daquela situação, mas a obra ainda assim nos surpreende e isso se deve também ao excelente trabalho de direção que abusa dos ângulos de câmera e deixa tudo mais divertido e dinâmico em alguns pontos.

Por ser um anime de comédia é natural que haja uma deformação eventual no design de personagens, além disso não se espera grande qualidade ou fluidez de animação. Ainda assim, algumas cenas que exigem maior movimentação de cada algumas personagens admito que foram bem entregues pela equipe de animação da Kyoto Animation.






Nichijou é o tipo de anime que não precisa de uma trama em si, são diversas situações curtas do cotidiano daqueles personagens, se não fosse pelas particularidades de cada um deles, provavelmente as cenas seriam apenas situações constrangedores ou até mesmo sem graça. Porém o grande ponto é esse, o cotidiano desse corpo estudantil e dos demais núcleos que aparecem na obra acabam por transcender a linha do realismo, e isso torna uma situação banal - como pedir um café em uma cafeteria - em uma verdadeira empreitada cheia de caras e bocas.

Talvez o fato das personagens serem fáceis de se identificar acabe enfatizando a comédia toda pois por empatia acabamos nos colocando na pele delas.






Por fim acho que fica fácil de dizer que o anime me marcou muito. A leveza dele e o humor sagaz muitas vezes foram surpreendentemente positivos para mim, algumas cenas icônicas como a luta do diretor da escola com um cervo ou os diálogos eloquentes do grupo principal acabaram por me deixar bem apegado ao anime como um todo.

Levando tudo isso em conta é natural que a nota fique em um 7/10.
Cheguei ao ultimo episódio querendo mais e já revi a obra mais de uma vez apenas pra resgatar umas boas risadas! 











Sinopse: Battle Royale é um thriller de alta octanagem sobre violência juvenil em um mundo distópico, além de ser um dos best-sellers japoneses e mais polêmico entre os romances. Como parte de um programa implacável pelo governo totalitário, os alunos do nono ano são levados para uma pequena ilha isolada e recebem um mapa, comida e várias armas. Forçados a usarem coleiras especiais, que explodem quando eles quebram uma regra, eles devem lutar entre si por três dias até que apenas um "vencedor" sobreviva. O jogo de eliminação se torna a principal atração televisiva de reality shows. Esse clássico japonês é uma alegoria potente do que significa ser jovem e sobreviver no mundo de hoje. O primeiro romance do jornalista Koushun Takami, tornou-se um filme ainda mais notório pelo diretor de 70 anos de idade, Kinji Fukusaku.



Já fazia muuuuito tempo que queria ler esse livro e tive que esperar meu pai o ler em alguns dias para eu entender que já estava mais do que na hora de me aventurar em suas páginas.
Battle Royale foi o único livro escrito pelo autor e se tornou bem famoso no Japão, ganhando um Live Action, anime e mangá.

O livro havia chegado à final do Japan Grand Prix Horror Novel, um famoso concurso literário de ficção de terror, mas gerou tantas controvérsias que acabou não seguindo em frente. Com um tema um tanto quanto "complicado" e apesar de usar o Estado Japones como grande vilão, o livro ainda vendeu mais de 1 milhão de exemplares por lá.



"Vivemos sob um regime fascista bem-sucedido. Em que outra parte do mundo há algo tão malévolo?
Ele tinha razão, o país era louco. Não apenas naquele jogo absurdo: qualquer um que mostrasse o menor sinal de resistência ao governo era eliminado na hora. O sistema não perdoava nem mesmo os inocentes. Por isso, todos continuavam intimidados pela sombra do governo, obedecendo totalmente às suas políticas, e viviam tendo como consolo somente as pequenas facilidades da vida diária. "


Vamos ao que importa.
Depois de muitas comparações e citações de um plágio por parte da grande saga de Jogos Vorazes, eu tinha que entender do que todo o bafafá se tratava.
O enredo se passa quando o Japão se tornou uma nação mais fechada e extrema, conhecida como República da Grande Ásia Oriental. Assim como em Jogos Vorazes, para mostrar seu poder sobre a nação, o governo criou o jogo chamado Batte Royale.

A ideia é realizar o jogo em um prazo de, no máximo dois anos, escolhendo alguma turma do nono ano de uma escola aleatória e os deixar em um local pré determinado, para todos acabarem lutando entre si até que reste apenas um estudante vivo.
(Lembrando que esse livro foi publicado em 1999, por isso Suzanne Collins acabou ouvindo muito sobre plágio.)

                                        "Amigos surgem em sua vida e dela desaparecem"



Vale dizer que a ideia de base realmente é bem parecida, mas particularmente, sinto que o livro de quase 700 páginas difere um tanto da saga de Jogos Vorazes.

De toda forma, temos nosso protagonista, Shuya Nanahara em uma viagem de escola com outros 41 estudantes. É bem fácil de notar que a maioria conviveu junto por muitos anos, tirando alguns poucos alunos novos que ainda parecem perdidos e nada entrosados.

Depois da liberação de um gás dentro do ônibus da excursão, todos os alunos acabam acordando em uma sala de aula com um membro do governo explicando o que acontecerá de agora em diante e como a vida deles já não pertence a eles, e sim ao governo. 


- (...) Amar alguém requer sempre que você não ame outros. 


É aí que as coisas começam a ficar intensas.

Não querendo comparar e dizer qual das sagas é melhor, apenas direi que Battle Royale foca muito no jogo em si, em como todos lutam por sobrevivência e como é difícil confiar na pessoa ao seu lado...enquanto Jogos Vorazes tem um lado mais político, onde a mídia é a principal ferramenta de combate (ou manipulação) após o primeiro jogo. 

De toda forma, o que vale dizer sobre Battle Royale é que nas muitas páginas, o autor se prende em nos descrever bem os momentos, nos dando informações suficientes sobre cada um dos estudantes que, além de seu nome citado, sempre vem seguido do seu número na lista de chamada da escola.
Admito que a princípio foi um pouco difícil decorar todos os nomes. Mas, com o tempo e "convivência", alguns nomes vão sendo facilmente memorizados.

Conforme somos apresentados a um pequeno resumo de vida de cada um, com suas vontades e desejos, o autor nos guia durante os momentos de sobrevivência e nos descreve muito bem o fim dos personagens ou como eles se entregam ao jogo e acabam tendo que eliminar algum colega, por medo, auto defesa ou puro prazer.

"Não se preocupe com coisas que não dependem de você. Faça o que está a seu alcance mesmo que as probabilidades de sucesso sejam inferiores a um por cento" 


Acho que a parte interessante é notar como os alunos pensam diferente ao mesmo tempo que todos, sem exceção, querem sobreviver. Alguns se entregam facilmente a posição de vítima, outros aceitam lutar enquanto alguns poucos claramente querem matar o maior número de colegas possíveis. 
E, são nesses momentos em que somos surpreendidos. Acho que o livro se torna bem fácil de ler e de ter nossa atenção com essas reviravoltas inesperadas, quando nenhuma personalidade define caráter. 


“E não se tratava simplesmente de serem mortos: os estudantes deviam matar uns aos outros até que restasse uma única cadeira. Sim, esse era o pior jogo da dança das cadeiras de toda a história.” 


Podemos considerar como um livro Young Adult, sim, devido a muitos fatores que criam toda uma trama de envolvimento entre adolescentes. Mas, não podemos negar o quanto algumas coisas são pesadas, frias e até cruéis demais. Ainda acho que é um ponto alto, mas nem todo mundo pode se sentir confortável o suficiente para ler tais situações. 
Ainda mais porque, diferente de Jogos Vorazes, a ideia é que a maioria dos estudantes são amigos, colegas ou tem algum tipo de ligação maior com as pessoas que terão que matar em algum momento, caso queiram sair vivos. 

É aí que entra toda aquela luta interna e psicológica, que mais atrapalha do que ajuda. 



“Mentiras são necessárias para o mundo continuar a girar de forma harmoniosa. São coisas inevitáveis.”



No todo, o livro tem um final muito bom, com uma reviravolta interessante, saindo de todo um clichê que poderíamos esperar e que teria me deixado um pouco decepcionada. 
Ler cada página sem fazer ideia em quem confiar ou o que esperar é o que faz das 700 páginas algo tão incrível de se ler.

Para fãs de Jogos Vorazes, recomendo que abram a mente e, caso ainda não tenham lido, arrisquem avaliar essa história. Sem dúvida não será tempo perdido e apesar das diferenças gritantes, a experiência não deixa de ser muito interessante também.  



"Nesse momento, ela já estava morta. Na verdade, ela já tinha morrido fazia muito tempo. Fisicamente foi alguns segundos antes, mas psicologicamente terminara havia muitos anos."







Sinopse: Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo.
A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.




"Mas eu estava começando a entender que a vida é uma história que contam sobre nós, não uma história que escolhemos contar.


Preciso admitir que sempre fico curiosa com os livros do John Green. Alguns eu adoro, outros eu até suporto, e alguns eu simplesmente fico triste por não termos tanta afinidade. E, infelizmente, esse livro se encaixa nessa última classificação. Mas, não me entendam mal. Ainda acho que o livro tem um assunto interessante e tinha tudo para ser ótimo, mas...não foi. (Deixo claro que é uma opinião bem pessoal mesmo).

"Qualquer um pode olhar para você, mas é muito raro encontrar quem veja o mesmo mundo que o seu."


Irei tentar dar aquela rápida resenha cheia de opiniões para tentar explicar porque me sinto assim.
Acho que já é de conhecimento da maioria dos leitores que nosso querido Green tem mania de usar crescimentos de personagens com assuntos mais delicados e aí virar tudo de cabeça para baixo (com morte ou um drama intenso). Resumindo, geralmente algum acontecimento que nos toque.
E é exatamente o que ele faz com esse livro. ( Novamente, não vejo nada de errado nisso =D )


"Se dói ou não, é meio irrelevante. - É um belo lema de vida."

Seguimos a protagonista, Aza, que sofre de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e que passa a maior parte do livro nos deixando entender e  sentir na pele como é estar dentro da mente dela. Porém, o autor peca com uma repetição intensa de algo que ele poderia ter tratado melhor e mais profundamente.


"A maior arma contra o estresse é a habilidade de escolher um pensamento em detrimento de outro - William James"


E alguns irão me dizer que TOC é exatamente a repetição de algo, claro. Sei disso. Porém, um autor que tem uma gama de possibilidades poderia ter usado do enredo e de fatores ao redor da vida de Aza para deixar essa situação mais variada, sendo que é algo amplo que atinge muitas pessoas ao redor do mundo.
Para explicar melhor, Green foca sempre na neura da garota sobre doenças, algumas em particular e o quanto ela insiste em manter aberto o corte que tem no dedo, onde sempre lava, cuida, troca o band-aid para voltar a cutucar e repetir todo o cuidado enquanto sua mente insiste em a deixar confusa sobre o dedo estar inflamado ou não. E ele faz isso por vezes demais, se tornando repetitivo.
Entendo que TOC é diferente para cada um e, geralmente, as pessoas podem focar em apenas uma coisa. Mas, na minha opinião, deixou o enredo cansativo.


"E a questão é que, quando a gente perde alguém, a gente se dá conta de que no fim vai perder todo mundo."


Green dá aquela romantizada em doenças, o que já é algo que sabemos. E, por usar dessa "tática", acho que seria interessante se ele soubesse como descrever melhor as doenças/distúrbios, dando um envolvimento melhor aos personagens, assim como tratamentos e cuidados e não se manter em uma repetição de pensamentos. O que nos gera capítulos um tanto quanto vazios enquanto esbarramos com pensamentos de adolescentes de 16 anos que nada condizem com a idade deles.


"Eu não conseguia me fazer feliz, mas conseguia fazer as pessoas ao meu redor infelizes."


Acho que é uma das coisas que mais me incomoda. Como adolescentes nem sempre parecem adolescentes.
E, sim, o diálogo dos personagens é um grande problema. Não sei se sou eu que estou mais velha e fazia um tempo que não lia nada dele, mas os diálogos se tornam artificiais quando lembramos que são apenas adolescentes. E, mesmo que estejam em situações extremas que até alguns adultos sequer passaram, um pouco de naturalidade não faz mal a ninguém.

"A pior parte de estar totalmente sozinho é pensar em todas as vezes em que desejamos que todo mundo simplesmente me deixasse em paz. Foi o que fizeram. Atenderam ao meu pedido, e acabei me saindo uma péssima companhia."


Mas, temos Daisy, a melhor amiga de Aza que é um tanto quanto agitada, feliz demais, que escreve fanfics de Star Wars e aguenta a amiga na medida do possível, do jeito dela. Temos um segundo garoto que aparece para acompanhar sua melhor amiga, enquanto Aza começa a se envolver com seu amigo de infância, Davis.
No fim, tudo gira em torno do desaparecimento do pai de Davis, em como ela começa a se relacionar com o garoto novamente enquanto busca pistas do desaparecimento e como ela pira com a ideia de todos os micróbios que existem no mundo.

"Segurei sua mão e tive vontade de dizer que o amava, mas eu não sabia definir muito bem o que sentia por ele. Nossos corações estavam partidos nos mesmos lugares. Isso é parecido com amor, mas talvez não seja exatamente a mesma coisa."


Se for pensar, John Green cria toda uma história sobre o desaparecimento do pai do garoto, que acaba terminando de forma aleatória, sem qualquer profundidade, apesar de ele deixar claro o quanto isso afeta os dois filhos do homem. (Talvez afete mais um do que o outro).
Ao nos fazer entrar na vida dos dois adolescentes, notamos como a personalidade de ambos é diferente, como o pai tinha amor por um animal exótico e negligenciava os filhos. Porém, é tudo falado por cima quando teria sido muito interessante ter um pouco mais da visão de Davis, até entender melhor a vida de seu pai.
Mas, nesse livro, Green insiste em repetir por mais de três vezes algo que já estava fixo em nossa mente, fazendo todo o roteiro ficar cansativo demais e deixando coisas interessantes de lado.

"No fundo ninguém entende o que se passa com o outro. Está todo mundo preso dentro de si mesmo."


É complicado falar sem dar muitos spoilers. Porém, no todo, o autor tinha uma ideia muito boa que foi realmente mal aproveitada. Faltou conclusão, houve muita repetição de sentimento com alguns pequenos detalhes que a mente de Aza impunha em cima dela mesma, faltou lógica perante a idade deles e faltou sentimento.

"A gente escolhe os nossos finais e os nossos começos. podemos escolher a moldura, sabe? A gente pode até não decidir o que aparece na foto, mas a moldura é a gente que decide."


Entendo que alguns capítulos e momentos podem ter tocado muitas pessoas e isso faz sentido...mas tudo parecia tão forçado, tão incrívelmente vazio que eu fiquei triste em notar que nada senti.

"Eu entendo que nada dura para sempre. Mas por que eu tenho que sentir tanta falta de todos?"

Mas, não deixa de ser uma história para passar o tempo e que nos mostra um pouco da dificuldade de se ter uma doença mental, que precisa de cuidados e que nem todos ao redor irão entender.

Acho que é sempre válido arriscar algumas histórias e tirar sua própria conclusão. Caso seja como eu, que sempre quis ler os livros do autor, arrisque e analise de mente aberta. =D
Para mim, dessa vez, não funcionou._.

"Posso resumir em três palavras tudo o que eu aprendi sobre a vida: a vida continua."








Demoramos? Sim. Mas...voltamos com o melhor momento do final de ano!

Como diz o título, estamos realizando um sorteio de Natal, para finalizar o ano da melhor maneira!

Iremos sortear

Livro Harry Potter e a Pedra Filosofal - Capa Dura
Plaquinha PS Harry Potter - Mais informações AQUI
Marcadores variados Harry Potter

O sorteio está sendo realizado no FACEBOOK.
Entre na FOTO OFICIAL e participe por lá =D


Lembrem de seguir as regras. Irei repetir algumas coisas essenciais =D

- O sorteio é válido para todo o território nacional.
- Não aceitamos perfis de blogs, lojas e afins, apenas perfis próprios. 
- Se o vencedor não tiver cumprido as regras obrigatórias, um novo sorteio será realizado.
- O vencedor tem um prazo de 3 dias úteis para responder o e-mail que será enviado conforme comentado no post do sorteio.
- O blog tem um prazo de 30 dias úteis para enviar todo o prêmio. 

Boa sorte!! O sorteio termina no dia 22/01/2018


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Sinopse: "Mushi" São as formas mais básicas de vida no mundo. Eles existem, sem objetivos ou propósitos para além de simplesmente "ser". Eles estão além dos grilhões das palavras "bom" e "mal".  Os Mushis podem existir em inúmeras formas e são capazes de imitar as coisas do mundo natural, tais como plantas, doenças, e até mesmo fenômenos como o arco-íris. Esta é, no entanto, apenas uma definição vaga destas entidades que habitam o mundo vibrante de Mushishi, até mesmo chamá-los de uma forma de vida seria uma simplificação. Informações detalhadas sobre Mushi são escassas, porque a maioria dos seres humanos não têm conhecimento de sua existência. Então, o que são Mushis e por que eles existem? Esta é a pergunta que um "Mushi-shi", Ginko, ponderará constantemente. Mushi-shi são aqueles que pesquisam Mushi na esperança de compreender o seu lugar na hierarquia do mundo da vida. Ginko persegue rumores de ocorrências que poderiam ser ligados a Mushi, tudo por causa de encontrar uma resposta. Ele poderia, afinal, levar a o significado da própria vida.

Anime: Mushishi
Gênero: Mistério, Sobrenatural, fantasia
Autor: Yuki Urushibara
Estúdio: Artland Animation Studio
Direção: Hiroshi Nagahama
Episódios: 46

Se me perguntarem quais são os fatores que levam uma obra de anime a entrar no meu ranking de favoritas eu respondo sem pestanejar:
"Deve ter uma fotografia fantástica, personagens carismáticos e uma trilha sonora memorável!"
O anime sobre o qual vou discorrer hoje apresenta esses três aspectos, mas em um deles se sobressai muito além das expectativas.

Mushishi não é um anime para quem procura cenas de ação intensas ou sequer um enredo simples de entender, A premissa do anime nos faz acompanhar um nômade estudioso chamado Ginko e ele busca entender melhor essas formas de vida chamadas "Mushis". Mas, a simplicidade que se destaca nessa premissa logo se perde na complexidade do roteiro e no enredo recheado de diálogos filosóficos e cenas estonteantes.
Esse anime possui um cuidado e uma sensibilidade tão grande com a confecção de seus cenários que eu poderia apenas colocar a TV no mudo e deixar as cenas rodando e ainda assim eu tiraria um ótimo proveito da obra.




Para um público um pouco mais desatento a história pode se perder facilmente afinal é uma narrativa não linear, ao mesmo tempo que também seria fácil iniciar o anime por praticamente qualquer episódio já que, geralmente, os casos são resolvidos no mesmo episódio e existem informações pertinentes para se entender certos aspectos da obra se assistirmos ela por ordem de lançamento. Porém, a estrutura de cada episódio te permite vê-los de forma aleatória sem grandes transtornos para compreender o contexto das personagens.

Falando um pouco sobre a complexidade das personagens, o protagonista Ginko tem um carisma peculiar e magnético. É fácil simpatizar com ele, mas o segredo é que ele tem uma posição neutra a maior parte do tempo se tornando alguém com quem constantemente conseguimos nos identificar, além de ele protagonizar diálogos eloquentes e cheios de lições sobre a vida. Mas, o que me atrai na personagem é realmente o mistério envolto dela. Como a narrativa nem sempre é linear, acompanhamos Ginko em lugares diferentes e em situações diferentes, mas pouco se sabe sobre o passado da personagem que aos poucos é pincelado na obra.





Além dessa complexidade deliciosa de uma personagem carismática temos também a trilha sonora.
A composição envolvente e intensa de Toshio Masuda é uma cereja parruda no bolo da obra.
Se já não bastasse a composição original para a obra, as músicas de introdução da primeira e segunda temporadas são extremamente marcantes. A primeira contando com a composição de Ally Kerr com a música "The Sore Feets Song" e a segunda com a composição de Lucy Rose e a música Shiver, ambas as músicas tranquilas, sensíveis e com um toque de melancolia muito pertinente a obra.  

No entanto, existe um ponto chave que torna esse anime inesquecível e esse ponto é a fotografia. Aplaudo de pé o diretor Nagahama pois me peguei mais de uma vez com os olhos marejados ao presenciar um cena extremamente detalhada e de profundo impacto visual. Ter a capacidade de tirar o folego de alguém através de um cenário desenhado é um talento artístico reservado apenas aos grandes nomes do ramo tal como Hayao Miyazaki e Makoto Shinkai; a diferença é que Nagahama nos entrega essas cenas durante uma animação de 46 episódios e não consigo me lembrar de nenhum episódio onde não exista ao menos uma cena de tamanha qualidade.




Em suma, a indicação de Mushishi é um pouco suspeita, mas para quem procura algo rápido, linear e de fácil compreensão de fato a obra não vai ser o ideal, porém se estiver com tempo para admirar a construção desses cenários e reparar na trilha sonora e se não se importar com a narrativa não linear, então tenho certeza que essa obra estará dentre as suas favoritas também. Minha nota é um sólido 8/10 e esse anime é um dos que figuram meu top 5 de favoritos por isso recomendo com carinho e muito amor!










Sinopse: Gostaria de falar com os mortos?
Quando Tori se muda para um estúdio no complexo de apartamentos Lamplight, ela ganha mais do que esperava. O vazamento de faucet, o aquecedor de água mal funciona e a falta de ar condicionado faz as noites de verão brutal ...
Mas o pior de tudo é a presença escura que persegue o prédio.
Quando ela e seus amigos brincam com uma placa Ouija, Tori aprende de primeira mão por que os vivos não têm negócios em comunhão com os mortos. Algo sinistro é despertado no processo, e sua vida começa a espiralar a loucura logo depois disso. Ela sofre pesadelos terríveis, alucinações e sente-se como se estivesse sendo observada a todas as horas do dia.
E isso é apenas o começo. Se o espírito for seu caminho, ele a consumirá completamente.
Com um fantasma aterrador em sua trilha e apenas algumas pistas crípticas sobre o curioso passado do prédio para ajudá-la, Tori procura desesperadamente uma maneira de livrar-se do espírito.
O que escapou do submundo não vai voltar tão facilmente, no entanto.

Seguimos a história pelo ponto de vista de Tori, uma estudante de faculdade que nota que tentar ter seu próprio local é melhor do que viver nos dormitórios da faculdade, com pessoas que são barulhentas demais e que querem fazer tudo além de estudar. Como a mesma deseja seguir um plano de estudos durante as férias, a ideia parecer ser boa e a garota acaba encontrando um apartamento barato o suficiente para que ela mesma possa bancar, apesar de seu pai a querer ajudar a todo instante.
Notamos que Tori perdeu sua mãe há alguns anos e seu pai tenta ser sempre muito presente. A garota nunca fala muito sobre a mãe pois sua ausência ainda é muito forte dentro de si, mas sabe que seguir sua vida é necessário e deixa todo seu foco nesse objetivo.

Tori acaba encontrando um apartamento pequeno em um conjunto de prédios bem abandonado, que a maioria das pessoas sequer pensaria em entrar e analisar qualquer apartamento para alugar. No entanto, ela parece bem dedicada em se acostumar com o local, o deixando o mais confortável possível. Porém, é evidente que o local não será dos melhores.

Apesar de ela saber que alguns poucos apartamentos estão ocupados, ela raramente ouve ou encontra alguém. Para Tori, parece o local ideal, especialmente para poder estudar em paz. Mas, as coisas não são tão simples quanto parecem.

Eu pensei que iria parar. Que eu poderia levar isso embora comigo na morte. Mas eu não pude. Nunca para. Nunca. Porque a morte não é o fim.


E esse é outro dos livros que consegui comprar em uma promoção da Amazon.
O livro, aparentemente, tem toda uma espécia de terror, suspense e sobrenatural diretamente em sua capa. E, logicamente, a história não me decepcionou em nada.
É necessário admitir que a ideia de tudo começar com uma mesa Ouija e algumas amigas em uma noite com álcool e sem nada para fazer... pode ser um tanto quanto cliché, porém, o mérito de "abrir as portas" para espíritos indesejados acaba sendo bem "real" ao ser feito dessa maneira. Nada que tenha me surpreendido no começo, mas o enredo vai se tornando bem interessante.


Eu apenas senti terror. Eu não podia confiar em mim mesma, ou em tudo ao meu redor e belisquei meu antebraço até o mesmo ficar machucado. No entanto, eu não estava mais sonhando. Eu estava vivendo o pesadelo.



Acho que o melhor do livro é a tensão que vai ficando à partir desse momento. Em cada capítulo, podemos notar o quanto o ocorrido na fatídica noite com a tábua (o qual não quero entrar em detalhes para não estragar muita coisa), acaba afetando a personagem principal muito mais do que ela mesma esperava.
De personalidade tranquila, dedicada e até um tanto teimosa, ela mesma começa a notar quando é hora de ceder e tentar ir embora de seu novo lar.
Porém, como toda bela história, algumas coisas não podem ser deixadas para trás sem uma finalização. Especialmente depois de Victoria ter descoberto muito mais segredos.

Ter uma consciência nem sempre é fácil, não é mesmo?

Preciso dizer que, para uma leitura rápida, com um suspense sobrenatural cliché, o livro tem algumas reviravoltas muito boas e os momentos de tensão são super bem descritos. Havia momentos em que eu queria parar de ler para dar uma acalmada, porém, a curiosidade falava mais alto.
Além de Tori, ainda temos a presença de suas duas amigas, um zelador estranho, e uma terceira conhecida que tenta ensinar todas como utilizar a mesa. Notamos que muitos dos personagens não desenvolvem totalmente, mantendo a história bem focada em Tori. Porém, eles ainda farão parte de bons momentos no livro, tornando muitas coisas e escolhas bem definitivas.

Até onde vi, o livro não tem tradução em portugûes.
Vale a pena dar uma conferida se você gosta de suspense, sobrenatural e aquela pitada de terror inexplicado.
E claro, vale para aprender que nunca devemos "brincar" com uma tábua Ouija.
Nunca.


Em alguns níveis, todos nós temos olhos nos vigiando do outro lado. O bom e o ruim. 




A ensolarada Los Angeles pode ser um lugar sombrio na continuação de Dama da Meia-Noite, de Cassandra Clare. Emma Carstairs finalmente conseguiu vingar a morte dos pais e pensou que com isso estaria em paz. Mas se tem uma coisa que ela não encontrou foi tranquilidade. Dividida entre o amor que sente pelo seu parabatai Julian e a vontade de protegê-lo das graves consequências que um relacionamento entre os dois pode trazer, ela começa a namorar Mark Blackthorn, irmão de Julian. Mark, por sua vez, passou os últimos cinco anos preso no Reino das Fadas e não sabe se um dia voltará a ser o Caçador de Sombras que já foi. Como se não bastasse, as cortes das fadas estão em polvorosa. O Rei Unseelie está farto da Paz Fria e decidido a não mais ceder às exigências dos Nephlim. Presos entre as exigências das fadas e as leis da Clave, Emma, Julian e Mark devem encontrar um modo de proteger tudo aquilo que mais amam — juntos e antes que seja tarde.



"(...) Quando alguém faz parte da sua vida há tanto tempo, cortá-lo é como cortar as raízes de uma planta." 


Aviso que, como qualquer segundo livro de uma série, a resenha pode conter spoilers sobre o primeiro volume, ok?

Então, vamos lá.
O enredo se passa algumas semanas após a morte de Malcom Fade, junto da escolha de Emma em namorar Mark para proteger seu parabatai e todos ao redor.
Parece pouco, certo? Talvez.
Mas, logo de cara, somos apresentados a um tipo diferente de relação entre Emma e Julian, afetando totalmente o laço parabatai que os dois possuem enquanto tentam evitar um ao outro.
Como o pequeno garoto que teve que crescer rápido demais, Julian continua escondendo seus sentimentos, ainda mais por todo o problema envolver seu irmão, alguém que ele ama tanto quanto Emma.
Sobre Emma... ela segue com sua mentira, mesmo que Mark saiba que existe algo errado, ela fica feliz pelo garoto não fazer perguntas demais e apenas a ajudar em toda sua difícil escolha.



"- Tememos coisas porque as valorizamos. Tememos perder as pessoas porque as amamos. Tememos morrer porque valorizamos viver. Não queira não temer nada. Tudo que isso significaria é que você não sente nada." 



Por outro lado, voltamos a entender o que acontece com Kit- Christopher Herondale - que se vê "obrigado" a viver com os Caçadores de Sombra, agora que descobriu também ser um deles. E ele nunca cansa em deixar claro que estar ali e ser aquilo tudo não é algo que ele deseja. Ainda assim, todos tentam o fazer interagir e se sentir bem. Julian o leva em uma missão e Ty não se cansa de sempre dormir do lado de fora do quarto do garoto, como se tivesse receio de Kit ir embora.
Depois do pequeno conflito entre os dois em Dama da Meia Noite, toda essa relaçao de confiança e aprendizado que surge entre Kit e Ty (o que também acaba incluindo a gêmea de Tay, Livvy) se desenvolve perfeitamente durante todo o livro. Na verdade, acho que foi um dos grandes "apelos" durante a história já que o desenvolvimento e a relação entre os três muda de maneira incrível, tanto com seus altos e baixos.


"- Tem algo de especial num lugar em que você esteve com alguém que ama. Ele assume um significado na sua mente. Torna-se mais do que um lugar. Transforma-se em uma destilação do que vocês sentiam um pelo outro. Os momentos que você passa num lugar com alguém... se tornam parte dos tijolos e da argamassa. Parte da alma do lugar." 


E, como se todo o problema com Arthur não fosse o suficiente, os Blackthorns, Emma, Cristina e Kit precisam lidar com um grupo de Centuriões se hospedando no Instituto quando demônios marinhos começam a causar muito mais problemas do que o normal.
Os Centuriões fazem parte de Caçadores que tiveram um trinamento superior na Scholomance, o mesmo local onde Ty anseia em fazer seu treinamento quando crescer um pouco mais.
Com a chegada de todos, novos personagens são apresentados, com pesos bem importantes, especialmente Zara que se mostra como uma garota....bem difícil.(fácil fácil de odiar também ;D)



"- Acho que não se pode arrancar o amor inteiramente. Acredito que onde houve amor, sempre haverá brasas, como os resquícios de uma fogueira preservando a chama."


Além de Zara, temos a volta de Gwyn ap Nudd, líder da Caçada Selvagem que aparece com um pedido de ajuda à Mark para tentar salvar Kieran que será executado pelo próprio pai, o Rei Unseelie.
É aí que tudo começa a complicar.
Ajudar Kieran faz aparecer novos problemas, eles começam a ganhar novos inimigos e alguns aliados um tanto inesperados.
Isso também faz a corte Unseelie e Seelie serem um ponto importante em todo o enredo.
Ah, como queria poder falar mais =X
No todo, o grande problema se torna o Volume Negro dos Mortos, que estava em posse de Malcom Fade e foi responsável por trazer alguém de volta a vida.

Observem que estou tentando evitar spoilers importantes sobre o enredo e tudo o que foi dito acima é apenas uma base do que o livro trás.
Com suas mais de 500 páginas, o enredo escrito pela autora é absurdamente incrível. Diferente do primeiro livro, que eu sentia se repetir um pouco, o Senhor das Sombras trás um novo problema, sentimentos, dramas e humor de uma forma bem variada, o que faz o livro não se tornar nunca cansativo.



"Ele se sentia tão intensamente feliz quanto se sentia infeliz, e ser puxado para aquelas duas direções tão diferentes simultaneamente o estava deixando esgotado."


Acho que é importante notar que por trás de toda a ação, o desenvolvimento dos personagens e como eles lidam com tudo é o ponto chave em todas as situações. Desde Diana, até a Inquisidora, como uma rápida visita de Jace e Clary. Tudo acaba tendo um motivo importante e notamos que a ajuda de pessoas próximas é essencial. O que nos fazer ter uma boa dose do casal Magnus e Alec, com seus dois filhos incríveis <3

Apesar de termos momentos bem intensos no primeiro volume, é notável que algumas lutas e batalhas nesse segundo volume acabam tendo um peso maior, especialmente porque algumas decisões mudarão todo um futuro.
E tudo isso leva ao final.
Um final que eu sabia que poderia dar muito certo ou muito errado (dur). Mas não esperava em nada algo que aconteceu e simplesmente me deixou totalmente chocada e de coração partido.

Não sei ainda como irei sobreviver esperando o terceiro livro, mas...caso esteja lendo essa resenha e jamais tenha lido nada da Cassandra, pare até de piscar e vá ler tudo, agora.

Se você ainda não tinha certeza de continuar a série dos Artifícios das Trevas, meu deus, retome sua leitura agora porque esse volume é, sem dúvida alguma, incrível demais!