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Sinopse: Duas mulheres — uma vermelha e uma prateada — contam sua história e revelam seus segredos. Em Canção da Rainha, você terá acesso ao diário da nobre prateada Coriane Jacos, que se torna a primeira esposa do rei Tiberias VI e dá à luz o príncipe herdeiro, Cal — tudo isso enquanto luta para sobreviver em meio às intrigas da corte. Já em Cicatrizes de Aço, você terá uma visão de dentro da Guarda Escarlate a partir da perspectiva de Diana Farley, uma das líderes da rebelião vermelha, que tenta expandir o movimento para Norta — e acaba encontrando Mare Barrow pelo caminho. Esta edição traz, ainda, um mapa de Norta e um trecho exclusivo de ‘Espada de Vidro, o aguardado segundo volume da série A Rainha Vermelha.

E lá estava eu, quase na metade do último livro da trilogia da autora Victorua Aveyard (A Prisão do Rei), quando me dei conta de que não havia parado para ler este livro =O
Parei tudo o que fazia e comecei a ler.
Posso dizer que foi uma experiência um tanto quanto ok, mas que me decepcionou um pouco.

Contém spoilers

Para explicar melhor, o livro contém o conto Canção da Rainha, onde temos toda a visão da adolescência de uma prateada, de família nobre porém em decadência, Coriane Jacos. E, Cicatrizes de Aço nos mostra uma parte da luta de nossa já conhecida Farley, uma das líderes da rebelião pela Guarda Escarlate.

O bom do livro é que ele nos mostra o quanto uma prateada, que conhecemos como pessoas fortes, com poderes tanto físicos, mentais e riquezas...pode ser insegura e fraca. E, por outro lado, nos mostra o quanto uma vermelha pode ir além dos laços de família e se provar uma pessoa forte e que se mantém firme em seus objetivos. São contos reflexivos, que apontam um grande lado político em ambos os lados e mostram que as lutas não são tão diferentes quanto eles pensam.

Mas há diferenças entre uma vela solitária na escuridão e o clarão do sol. 


Agora, observações mais pessoais. Com o conto da Coriane, eu sinto que faltou um pouco sobre a história dela e da família. Entender, mesmo que rapidamente, como a família acabou ficando daquela maneira, apesar de ser evidente que o pai não era uma pessoa muito racional, que pensava o suficiente em si mesmo e ia fazendo a família afundar. Enquanto isso, Coriane se via presa em uma vida onde uma prima mais idosa, Jessamine, sempre ia até ela para lhe ensinar bons modos, com toda aquela estranha esperança de que a família ainda seria notada. E que, independente disso, uma garota deveria saber se portar.

E é nesse enredo que também conhecemos um pouco de seu irmão, Julian, e sua amiga, Sara.Apesar de ser algo rápido, podemos notar que Julian também tenta encontrar sua própria maneira de fugir daquela vida.

As coisas mudam quando, de alguma forma que também é contada aos pedaços rápidos, vemos Coriane ser a escolhida pelo príncipe, para ficar ao seu lado e se tornar rainha um dia. O grande problema é que, como sua família politicamente fraca, Coriane cresceu com pensamentos negativos e tudo isso se agravou conforme ela foi subindo ao lado de Tiberias VI. A única certeza que Coriane tinha é que, conforme as desgraças iam acontecendo em sua vida, ela sabia que alguém estava mexendo com sua mente. E isso se deixa bem claro o quando outras personagens se ficam insatisfeitas com Coriane.
Acho que, apesar de ser um conto que mostra muita coisa, admito não ter sido muito fácil de ler. Por muitas vezes quis chacoalhar Coriane e a fazer erguer mais a cabeça, mas...ainda é interessante notar como ela, sendo prateada, consegue admirar o trabalho de vermelhos e olhar ao redor, não apenas para si mesma. Apesar de ser uma pessoa extremamente insegura e negativa, o que a faz se fechar um pouco.

Conseguimos o que ninguém mais consegue. Sobrevivemos. Agora preciso fazer isso sozinha. Agora tenho que proteger outros e carregar a vida deles - e também a morte - nas minhas costas.


E, no outro lado, temos Farley. E eu admito que era tudo para ser um conto muito interessante, se não fosse o esquema escolhido pela autora de mostrar a comunicação entre líderes e afins, com suas mensagens codificadas. Pode ser uma opinião bem pessoal, mas me cansava muito ter que ficar lendo as várias mensagens que mais serviram para quebrar o ritmo da história do que para agregar algo.
Mas esse pequeno detalhe não nos deixa de ver a garota que cresceu sabendo que os prateados abusavam do poder, em uma família que desde muito cedo começou a lutar contra isso e a querer melhorar as condições de vidas dos vermelhos. E, por meio da visão de Farley, conseguimos entender mais sobre a Guarda Escarlate, como eles agem e tudo o que fariam para derrubar o comando prateado.
Acho que o melhor do conto é que ele é o que mais agrega aos livros atuais, nos fazendo entender um pouco mais desse grupo, sem contar que Farley tem uma personalidade muito forte e boa de se seguir entre as muitas páginas, já que ele é consideravelmente maior que o primeiro conto.

No fundo, ambos os contos possuem informações importantes, que nos deixam conhecer um pouco da história de ambos os lados. Com certeza é um livro que só faz sentido depois de ter lido A Rainha Vermelha, e que vale um momento de pausa para uma conferida, apesar de alguns detalhes que eu acho que poderiam ter sido melhorados.

Agora posso voltar feliz ao último livro da série, que tenho certeza que será incrível e estou ansiosa para escrever sobre =D

Vamos nos levantar, vermelhos como a aurora.




Sinopse: A escuridão, o vento, os gritos. Os olhos estatelados, a respiração entrecortada. É o pesadelo de novo, como em quase todas as noites depois que a mãe de Conor ficou doente. A escuridão, o vento, os gritos - e o despertar no mesmo ponto, antes de chegar ao fim. Tudo é tão aterrorizante que Conor não se mostra nem um pouco assombrado quando uma árvore próxima à sua casa - um imponente teixo - transforma-se em um monstro. Além disso, ele precisa lidar com coisas mais urgentes e graves - o reinício dos tratamentos contra o câncer aos quais sua mãe terá que se submeter, a vinda da avó para ajudá-los, a permanente ausência do pai desde que ele foi morar com a nova família e a pesada perseguição na escola, da qual é vítima quase todos os dias. Tudo muito mais perturbador do que uma criatura feita de folhas e galhos. Só que o monstro sabe que Conor esconde um segredo. E isso o torna realmente assustador. Mas por que Conor deveria dar ouvidos a algo que parece imaginado? Por que o monstro parece ser a única criatura a estar ao seu lado diante de seus maiores medos - o de perder a mãe e o de contar a verdade.



Sempre tem aquele livro que você julga pela capa, certo? Então, pensa em um livro que por muitos anos você julgou sua capa E titulo? Bom, esse foi meu caso com esta história.

O Chamado do Monstro, é uma daquelas obras que conseguem trabalhar as imagens de ilustração e texto em conjunto. Ao mesmo tempo que você lê e absorve a narrativa,você também mergulha em um universo especial de ilustrações que utilizam muito preto para nos fazer associar e pensar na escuridão.

- Mas o que é um sonho, Conor O'Malley? - perguntou o monstro, abaixando-se para que seu rosto ficasse próximo ao do menino. - Quem pode dizer que a vida real que não é um sonho?

A história é contada por um pré-adolescente que, além de ir para escola e cuidar de sua mãe, também começa a ser visitado por um monstro.

Você acha que ele se assusta? Engano seu. Como ele mesmo diz ao monstro: "já vi coisa pior".
E viu mesmo. Uma história só dele, que o atormenta mais que qualquer monstro ou valentão da escola. Uma história real.

Às vezes as pessoas precisam mentir para elas mesmas, mais do que para qualquer outro.


A narrativa te convida a mergulhar nesse universo onde fantasia e realidade são como um caminho para o temido fim. Conhecemos monstros piores que aqueles assustadores que podem aparecer durante a noite e somos levados a viver como o pequeno Connor O'Malley, descobrindo o quanto a fantasia pode ser melhor do que a realidade.

Basicamente, o livro te convida a conhecer os piores pesadelos de alguém e mais ainda, te convida a sentir na pele qual poderia ser o mais temido monstro de todos: A Verdade.


Nem sempre há um bonzinho. Nem sempre há um vilão. A maior parte das pessoas fica entre um e outro.




Sinopse: Bidu deixou as ruas e passou a ter um dono. Mas essa nova realidade vai trazer muitas dúvidas e problemas, tanto para ele quanto para o Franjinha.


E mais uma vez, Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho se juntam para continuar nos mostrando um pouco da dupla fofa formada por Bidu e Franjinha.
Diferente da primeira parte, Caminhos, que mostra a rotina de Bidu, como ele tenta se adaptar com a vida nas ruas e encontrar um local seguro para dominar... em Juntos, temos um Bidu que tenta se adaptar a rotina de seu novo dono.
E é evidente que algumas dificuldades começam a aparecer.





Franjinha desde muito cedo se mostra um garoto com uma imaginação enorme, vontade e dedicação. Depois do árduo caminho que teve que trilhar para encontrar o cachorro que queria, agora ele tem que tentar ensinar Bidu a ser um bom animal de estimação, sem destruir a casa e fazer sua mãe mudar de ideia quanto a deixá-lo ter um cachorro.





E é nessa nova rotina que Franjinha mostra seu lado criativo. Ele decide criar um diário para registrar o que faz e todo o comportamento de Bidu. Dessa forma, o garoto acredita ser mais fácil entender o que precisa fazer para chegar a um bom resultado. E o bom é que, enquanto nessa parte de desafios do Franjinha, notamos como ele ainda é uma criança que tenta brincar, usar Bidu como uma ajuda para salvar o mundo e, tudo isso, sendo mostrado em ilustrações incríveis.Franjinha ainda é uma criança, apesar de entender a responsabilidade que tem para manter quem ama por perto.





Como uma segunda parte da história, notamos o peso que toda a dedicação de Franjinha teve em cima de Bidu. E não necessariamente de uma maneira boa. Não quero rechear a resenha de spoilers, mas é nessa parte em que voltamos aos balões de comunicação de Bidu, onde palavras não existem e tudo é representado com imagens, como na história anterior. Ainda acho isso um ponto bem alto e fofo.





Mais alguns personagens acabam aparecendo e complementam a história, que é toda feita de maneira colorida o suficiente para deixar tudo belo e interessante. Não que o enredo em si não nos prenda o bastante, porque faz isso facilmente.
Bidu tem uma personalidade bem forte, que é mostrada claramente. Franjinha fica confuso no começo e vai dando o seu melhor, usando de tudo o que tem, para alcançar o cachorro, o fazer ficar bem e, ainda assim, ajudar outras pessoas por tabela, sem saber que fazia isso.

É uma história de aprendizado e amizade, onde fica bem evidente a mensagem de que as coisas podem dar certo se forem feitas com os dois...bem, juntos =D
Nem posso dizer muito para não estragar tudo, mas todos os quadrinhos que já foram lançados e são bem conhecidos, comprovam o quanto correr para ler esse será apenas mais uma boa decisão. <3









Sinopse: Neste conto da bem-sucedida e adorada série Hopeless, o leitor conhecerá melhor dois personagens secundários de "Um caso perdido". Daniel está no breu do armário de vassouras da escola – o perfeito esconderijo para quem quer fugir do mundo real –, quando uma garota literalmente cai em cima dele. Às cegas, os dois vivem um curto romance, mesmo sem acreditar muito no amor. No fim a garota foge, como se realmente fosse a Cinderela e tivesse uma carruagem prestes a virar abóbora. Um ano depois, Daniel e sua princesa se reencontram, e percebem que é possível nutrir um amor de conto de fadas por alguém completamente real. Juntos, os dois irão perceber que fora do faz de conta, ficar juntos é bem mais difícil e os problemas de um casal são muito reais.


Comecei a leitura desse livro logo em seguida de terminar "Um caso Perdido" (clique aqui e conheça esse antes!), então além de amar muito a autora eu já amava mais ainda alguns personagens. A surpresa foi notar que o conto era contado pelo ponto de vista do moço na história, e não da 'Cinderela' em questão, como sempre você encontra por aí.

Tem algo empolgante nisso, como se estivéssemos numa espécie de conto de fadas. Como se ela fosse a Sininho e eu, o Peter Pan. Não, Espera aí. Não quero ser o Peter Pan. Talvez ela possa ser a Cinderela e eu, o Príncipe Encantado.
A narrativa te apresenta para Daniel, um adolescente despreocupado com a vida, mas que sempre sonhou em reencontrar uma certa menina que um dia esbarrou no armário do colégio. Só que enquanto espera, Six surge em seu caminho, linda, loira e acima de tudo: Com um ar diferente de tudo e todas que ele já experimentou.

Então vemos um Daniel descobrindo o que é se apaixonar, controlar seus maiores impulsos e tentar seriamente não morrer de vergonha com as piadas sobre sua vida 'ativa' que os pais fazem. Ao mesmo tempo, temos em poucas páginas o desespero que segredos podem trazer e como muitas vezes, podem destruir.
Todo mundo esconde alguma coisa, mas não estou conseguindo descobrir seu segredo. (...) Meu coração não aguenta mais essas pequenas coisas que você faz e que me enlouquecem completamente.
Six é forte, mas também é sensível e como todos, tem erros e um passado que pode ser assustador para Daniel. Será que ele é capaz de suportar certas revelações? E afinal, onde anda a tal 'Cinderela'?

Aqueles que se aventurarem pelo livro, indico novamente que leiam antes "Um Caso Perdido", afinal por ser um Spin-off, você se depara com imensos spoilers sobre alguns resultados da outra história, e essa se passa um ano após os acontecimentos entre Sky e Holder.






Sinopse: Em Apenas um Dia, os momentos de paixão entre Allyson e Willem foram interrompidos de maneira abrupta, lançando a jovem em um abismo de questionamentos e dor. Agora a história é contada pela voz de Willem. Sem saber exatamente o que o atraiu na garota de olhos grandes e jeito comportado, o rapaz inicia uma busca obsessiva por pistas que levem até a sua Lulu mesmo sem saber sequer o seu nome verdadeiro. Enquanto tenta compreender o mistério que os separou, Willem se esforça para costurar relacionamentos desgastados e procura respostas para o futuro. Mais do que uma aventura de verão, o encontro em Paris significou para ele o início da vida adulta. Da mesma autora dos best-sellers Se Eu Ficar e Para Onde Ela Foi. Apenas um Ano reúne todos os ingredientes de um romance imperdível: viagens, saudade, encontros, desencontros e amor.




Depois de Apenas Um Dia, onde temos o começo de toda a história pelos olhos de Allyson,agora conhecemos um momento depois pelo ponto de vista de Willem, o garoto que cruzou o caminho de Allyson em sua viagem à Paris.
O ponto de partida do livro nos dá uma explicada no final totalmente chocante do primeiro livro. Como quero evitar spoilers, recomendo que vá ler o primeiro antes de continuar por aqui. Estejam avisados =D


Foi por acaso que a encontrei. E foi por acaso que a perdi. É preciso dar crédito ao universo, à maneira como ele nivela coisas desse tipo.



Willem acorda em um hospital, com a mente confusa, sem quase lembrar de quem é, onde está, por quê está ali e quem deixou para trás. Mas ele sabe que perdeu algo e, conforme tenta se lembrar, as lembranças começam a voltar aos poucos. Então, sabemos que por causa de uma briga com skinheads, Willem se machucou tanto que não encontrou qualquer maneira de voltar até Allyson, a qual deixou dormindo para tentar encontrar um café da manhã e fazer o dia dos dois começar bem.


Deixar que as pessoas tomem conclusões precipitadas às vezes é mais simples do que explicar uma verdade complicada



E é com essa pouca informação que Willem vai se encontrando e continua em busca da garota, por ter certeza que ela provavelmente pensa que ele a deixou de propósito, sem qualquer aviso e levando seu relógio, que ficou em seu pulso.

O que faz a história interessante? A escrita. Eu tenho sérios problemas com livros em que um personagem fica eternamente procurando por algo e nunca encontra. (E isso sempre me faz lembrar de Cidades de Papel -.-). A diferença é que Gayle Forman mantém aquela escrita que te prende do começo ao fim e faz de uma simples busca, algo muito mais profundo.


E lá estava ela, no trem. Era a terceira vez, em vinte e quatro horas, que eu a via, e, quando passei por ela na cafeteria do trem, lembro-me de ter sentido um puxão. Como se o universo dissesse: Preste atenção.


Enquanto lia, ficava sempre naquela expectativa de que Willem encontraria Lulu, a garota que ele não sabe sequer o real nome, mas que mudou toda sua rotina e vida. E Willem começa a fazer de tudo para a encontrar porque sabe que aquele único dia que passaram juntos, mudou tudo dentro dele. E já que Willem tem essa busca eterna, as páginas se tornam mais fáceis de lidar conforme vamos conhecendo mais do personagem, entendendo seus reais sentimentos por ela, pelo mundo, pela necessidade de viajar e de nunca voltar para casa.


Há uma diferença entre perder algo que sabia ter e perder algo que descobriu ter. Uma é decepção. A outra é verdade. 


E é esse o ponto alto do livro todo. Não é a busca e o resultado dela, sendo positivo ou não. O livro se prende muito no amadurecimento do personagem, em todas as pessoas que ele mantém ao redor, desde amigos próximos até meros conhecidos de viagem que ficam ou vão embora. Sem contar as mulheres que ele ficou uma vez e que ele nunca mais iria querer rever, mas precisou de algum favor. Vamos desde o garoto que nunca quis parar de viajar, até aquele que se vê pensando na família de antes, sua casa e por onde sua mãe anda.


(...) O oceano é imenso. E o mundo é ainda maior. E talvez tenhamos chegado o mais próximo que devêssemos chegar.


Como disse antes, o livro flui muito bem, te deixa curioso e o tédio não é algo que domina, apesar da busca ser algo que leva um grande, grande tempo. Não digo também que ela tem um fim, acho que é algo que prefiro manter em segredo para que vocês possam descobrir. Mas...a jornada toda até o final vale muito a pena. Admito que um ponto ou outro pareceu um pouco em excesso, sem ter uma necessidade de existir, ainda mais lá para o final, o que fez o livro dar uma certa enrolada. Mas nada que seja absurdo.


Qual a definição de insanidade? Fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.


Agora....o final.
Sinceramente? Finais que não são exatamente um final sempre me deixam agoniada, mas como o livro não se tratava só da busca pela garota, mas quase como uma busca pessoal por uma verdade que Willem nem sabia existir dentro de si, fazem o final se encaixar bem e terminar em um ponto bom. E digo que é bom porque poderia ter sido ótimo se tivéssemos um pouco mais daquele momento, algo que nos levasse à um depois e tirasse algumas dúvidas. Porém, não é o que acontece e eu fiquei com aquele aperto dentro de mim, precisando de mais.


Por que ela não me preparou? Por que não me ensinou sobre a lei universal do equilíbrio antes de eu ter que aprender por mim mesmo? Talvez assim eu não sentisse tanta saudade de tudo. 


No fundo, o final se resume a algumas expectativas que eu criei, como sei que muitos outros leitores devem ter feito o mesmo. O que não é ruim, mas não é algo totalmente esperado. E, no geral, é um livro que vale a pena, ainda mais se você leu o primeiro e não tem certeza quanto a continuar.
Deixo avisado que não é uma real conclusão, mas apenas uma etapa da jornada, mesmo que seja o fim da série =D


Não tenho certeza de que seja possível amar e manter algo em segurança ao mesmo tempo. Amar alguém é um ato tão intrinsecamente perigoso. No entanto, é no amor que está a segurança. 


Informações me falam que existe um conto chamado " Apenas uma Noite", e que deve dar aquele final que faltou nesse livro, preenchendo aquele vazio e curiosidade. Resta saber se em algum momento a editora Novo Conceito colocará nos planos um lançamento do livro. Ou seja, as respostas que tanto queríamos só podem ser encontradas, por enquanto, em um e-book em inglês, com algumas meras 40 páginas. ( Ainda preciso ler._.)


Foi apenas um dia e apenas um ano. E talvez um dia seja o bastante. Talvez uma hora seja o bastante. Talvez o tempo não tenha nada a ver com isso. 



Para quem quer dar uma continuidade ao romance, com um livro que nos faz pensar sobre nossas próprias escolhas e como nem sempre damos o real valor a quem cruza nosso caminho...indico totalmente ;D
Recomendo que foquem em quem Willem é, e não apenas no grande encontro. Assim a leitura será muito mais proveitosa o/


Talvez ambos estivéssemos errados, e ambos estivéssemos certos. Não é uma coisa ou outra, sorte ou amor. Acaso ou destino. Para a dupla felicidade, talvez se precise dos dois. 






Quando li o livro a, mais ou menos 4 anos atrás, tudo que conseguia pensar durante um bom tempo foi: Todos os adolescentes do mundo deveriam ler esse livro. Deveria ser leitura obrigatória para os colegiais.
Então, eu repensei: Espera. Nem todo mundo suporta a verdade. Mesmo que ela venha da ficção.

No dia que os rumores de uma série chegaram até mim eu fiquei empolgada e preocupada. O livro (veja a resenha aqui) já é delicado. Afinal, estamos falando de suicídio, portanto, uma série sobre o tema poderia ser um completo desastre. Porém, só passavam de boatos e especulações até que, com o tempo, se tornou oficial. A Netflix assumiu a responsabilidade de produzir a série. Logo de primeira saberíamos que a Selena Gomez faria parte da produção e, aos poucos, o elenco foi sendo revelado. E, finalmente...tiver o primeiro trailer.

Quando assisti ao primeiro episódio ficou claro o cuidado que a produção toda teve em relação a contextualizar a obra para os nossos dias, sem perder a identidade e a raiz. Fiquei feliz com isso. Ainda mais porque dessa maneira a história chegaria à mais ouvidos, à mais pessoas e aumentaria as chances de o assunto não ser mais ignorado, ou que não seja mais tratado - como acreditem, ainda é - por "drama adolescente".

A impressão que tive ao assistir foi que, ao demonstrar com a riqueza de detalhes os temas polêmicos e os problemas reais que acontecem nas escolas do mundo todo, a série e o livro deixaram de se tornar apenas um "grito de socorro" que ninguém ouviu da personagem Hannah, mas se tornou o grito de toda uma geração que não é ouvida.

Quanto a identidade, creio que a mudança minima no final da história foi necessária e muito bem vinda. Hannah não é salva, mas provavelmente muitas meninas foram salvas e vão ser salvas.É importante que os assuntos ali apresentados sejam ditos, que as polêmicas discutidas entrem em pauta e que as "Hannah's" do mundo todo sejam ouvidas, para que elas não sintam a necessidade de se calarem para sempre.

Chris Armando


Para ver o trailer, só clicar AQUI =D




Olá!!

Como alguém que quis muito escrever a resenha do livro há um tempo atrás, pedi esse pequeno espaço para a Chris, para vir comentar algumas coisas também. Terminei a série agora, tendo sido um tanto mais lerda que a maioria, mas prefiro ver algumas coisas com calma, me deixando apreciar e entender. E, o que mais fui vendo ao longo do tempo em que fui acompanhando a série, eram opiniões. Opiniões de pessoas que não se deram ao trabalho de ler ou ver a série. Opiniões de pessoas que leram algumas matérias negativas (ou muito pessoais, claro), e tomaram como dor defender toda uma geração contra a romantização do suicídio.




Deixo claro que não vim aqui dizer como as pessoas deveriam pensar ou se sentir. Cada um sabe o que é bom para si mesmo no momento em que decide ver uma série com um assunto tão delicado. Por isso, venho falar sobre o que senti e como a série foi importante para mim.

Acho que isso já vem do livro, na verdade. A série, querendo ou não, toca em assuntos e temas que muitas pessoas podem se identificar. Seja você garoto, garota, daqui do Brasil ou de qualquer parte do país. Sabemos que crescer, sentir, ser ouvido, aprender a lidar com sentimentos e pessoas não é uma das coisas mais fáceis e, para mim, a série mostra o quanto a falta de empatia pode atingir alguém. Mesmo que, bem lá no fundo, não tenhamos consciência disso. Às vezes uma simples piadinha que nos dá algumas risadas de segundos fica marcada em alguém por muito, muito tempo.




Sinceramente? Eu poderia vir e dissertar sobre isso por muito tempo, mas seria cansativo para vocês =D Gosto de pensar que é uma série que trata de maneira mais "adulta", algumas situações que são muito comuns para adolescentes. Uma série que não tem tantos episódios, mas acho que aproveita cada um deles para transmitir uma mensagem. É real, dói, incomoda, nos deixa tensos e perturbados, chateados, até pensando que ela poderia ter sido mais "forte" e escolhido alguma outra coisa, relevado, erguido a cabeça e seguido em frente. E são pensamentos assim que mostram o quanto não podemos pensar e falar por outras pessoas. Cada um sabe o que sente, o que carrega e o com o quanto pode lidar. E, se incomoda, se nos faz pensar...é por quê já está mais do que na hora de ser um assunto que seja mais comentado e que mais pessoas obtenham ajuda.

Não é uma série leve, não é uma série que poupa algumas cenas, ou uma série com atores conhecidos o suficiente. Mas é uma série que nos faz parar e prestar atenção, repensar e querer mudar. E isso já é um começo.
^^

Mila Morelli









Sinopse: No bairro do Limoeiro, Franjinha é um garoto que deseja ter um animal de estimação… Ou um robô. Ao mesmo tempo, um cachorrinho azul perambula pelas ruas procurando sobreviver, juntando os ossos que acha e usando a carcaça de um carro abandonado num terreno baldio como moradia.
Essa é a história de como os dois primeiros personagens criados por Mauricio de Sousa se tornaram melhores amigos. Uma aventura cheia de problemas, surras, desvios de rota, chuva, cachorros, decisões difíceis e ternura.

Dessa vez, termos Luís Felipe Garrocho e Eduardo Damasceno como responsáveis por nos contar a história de um dos cachorrinhos mais adorados do universo da Turma da Monica.  E os dois fazem isso de uma maneira perfeita.
O começo nos apresenta Franjinha, em todo seu começo de vida, nos mostrando que desde lá o garoto anseia por criar e aprender algo a mais. E, com isso, acrescentando o desejo de ter um cachorro.


























É aí que embarcamos na jornada, notando que os caminhos percorridos tanto por Franjinha quanto por Bidu, não foram nada fáceis.
Bidu percorre seus dias como um cão de rua, precisando achar o que comer, lidando com perigos e desejando um lugar seguro para dormir. O enredo parece simples, mas a história é contada com quadrinhos extremamente coloridos, ou que ficam com cores mais frias e "apagadas" em momentos de tristeza, como em um dia de chuva intensa. Sem contar que existem poucas falas, apenas vindo dos personagens humanos e, todo o restante é representado com desenhos ou onomatopeias extremamente importantes para a história se desenvolver.




Cruzando as ruas do bairro do Limoeiro, Bidu cruza com todo tipo de situação e alguns outros cachorros que acabam se aproximando, até com o Bugu, um personagem já conhecido. E cada um dos personagens tem sua maneira de se expressar, dando destaque a personalidade de cada um deles. E a personalidade do próprio Bidu é um dos pontos antos do quadrinho, passando de um cachorro assustado, a alguém que enfrenta seus medos e entende que, no fim, ser maior e melhor do que alguém que já te fez mal é muito importante.





Quero evitar spoilers, claro, mas posso dizer que enquanto Bidu enfrenta seus obstáculos, Franjinha e sua mãe vão em busca do cão perfeito para o filho, que procura e procura e não encontra o que quer, até ele mesmo pensar e criar uma solução, fazendo com que os caminhos de uma dupla que conhecemos e amamos tanto, se cruzem.
Vale deixar como curiosidade que Franjinha e Bidu foram os protagonistas da primeira tirinha de Mauricio de Sousa, em 1959, no jornal Folha da Tarde. Como já foi informado pelo próprio autor em outros momentos, Bidu foi inspirado em seu cãozinho de infância, Cuíca.

Se amei? Muito. Acho que o quadrinho é desenhado e segue um ritmo tão constante que é impossível não se sentir triste, feliz, ansiosa e amar o final da história.
Sou grande fá do estilo que os dois trouxeram, ainda mais com todas as cores. Recomendo muito =D








Sinopse: A árvore da Prinsengracht, 263 observava enquanto a menina brincava e escrevia em seu diário. Quando estranhos invadiram Amsterdã e aviões roncavam acima das cabeças, a árvore via a menina afastar as cortinas do anexo da fábrica do pai para espiá-la. A árvore também viu a menina ser levada dali com sua família – e o seu pai retornar depois da guerra, sozinho. No verão em que Anne Frank completaria oitenta e um anos, a árvore morreu. Mas suas sementes e mudas foram plantadas pelo mundo afora, como símbolo da paz.



E achei que estava na hora de estrear uma nova parte no blog, onde iremos tentar falar um pouquinho de livros infantis, também =D

A resenha acima basicamente conta todo o resumo da história escrita por Jeff Gottesfeld e ilustrado por Peter McCarty. O livro tem um total de 40 páginas, todos com ilustrações lindas e simples, retratando um pouco de alguns momentos intensos da história tão conhecida de Anne Frank.





Jeff, o autor, é um escritor famoso por suas obras em livros, teatro e cinema. Seu trabalho foi premiado pela American Library Association, pela Writers Guild of America e pelo National Council for the Social Studies. Já escreveu livros para adultos, adolescentes e pré-adolescentes. Este é seu primeiro livro ilustrado. ( Informações tiradas do próprio livro)

Agora, o ilustrador Peter, trabalhou em muitos livros premiados para crianças. Seus trabalhos conquistaram várias distinções, incluindo o Caldecott Honor e indicações do New York Times como Melhor Livro Ilustrado do Ano para Crianças.  ( Informações tiradas do próprio livro)

Seguimos a história da árvore que tudo via e que, por algum motivo, se afeiçoou a menina que por lá aparecia, com seus cabelos bagunçados e sempre escrevendo. Vamos acompanhando exatamente tudo, desde esse começo, um pouco depois da metade da vida da árvore, até o seu final, quando a falta da menina ainda era algo que a árvore se questionava.





O interessante do livro além de toda sua história simples e comovente, é o fato de que tudo acaba sendo muito bem explicado ao fim, onde temos um resumo de pontos importantes da história de Anne, desde onde nasceu, até sua morte em um campo de concentração em março de 1945, e seu diário sendo encontrado.

Além da vida da Anne em si, houveram reais esforços para salvar a árvore que, já antiga e tendo vivido muita coisa, acabou sucumbindo no verão de 2010. Várias de suas mudas foram espalhados pelos Estados Unidos, lugares importantes e com relação a luta pela liberdade e tolerância.



" Erguemos os olhos para o céu, muito azul.
Despidos de folhas úmidos e de orvalho,
os galhos do castanheiro-da-índia brilhavam. 
As gaivotas e outras aves cortavam o ar
em velozes riscos prateados,
e nós ficamos tão encantados,
tão comovidos que perdemos a fala."
- Anne Frank




Sinopse: Às vezes, descobrir a verdade pode te deixar com menos esperança do que acreditar em mentiras...
Em seu último ano de escola, Sky conhece Dean Holder, um rapaz com uma reputação capaz de rivalizar com a dela. Em um único encontro, ele conseguiu amedrontá-la e cativá-la. E algo nele faz com que memórias de seu passado conturbado comecem a voltar, mesmo depois de todo o trabalho que teve para enterrá-las. Mas o misterioso Holder também tem sua parcela de segredos e quando eles são revelados, a vida de Sky muda drasticamente.



Começo essa breve apresentação dizendo que:
1) Comecei a ler esse livro de manhã, com sono e sem a menor vontade de ler de verdade;
2) Me empolguei com a história e os mistérios que ela parecia esconder;
E, por fim...
3) Terminei o livro por volta de 24h depois de começá-lo e não sei como não li antes.

Cheguei a acreditar que as pessoas só se comportavam assim nos livros, mas estou testemunhando em primeira mão que gente idiota existe de verdade.

Foi surpreendente o quanto eu gostei de um título que ignorei muito. Sempre fui deixando no final da lista e, quando comecei a leitura e cheguei a pontos intrigantes, fiquei com a 'pulga atrás da orelha'.
E estava certa! É uma leitura incrível e que trata de forma delicada e intensa, assuntos sérios sobre distúrbios psicológicos.

O livro conta a história de Sky, uma adolescente de 17 anos que viveu tudo de uma forma nada comum. Ela foi educada em casa pela mãe, nunca teve acesso a internet, celular ou televisão. Aprendeu mais sobre plantas e alimentação saudável do que se pode imaginar e escolheu, por si mesma, não ser vegana.

Tudo na vida dela parece bem 'okay', até que começa a frequentar a escola pública, e descobre que a fama que sabia existir sobre seu nome e não ligava, pode ser um problema maior do que esperava, sim.

Tudo muda quando conhece Holder, um cara que além de uma fama pior que a sua, carrega uma tatuagem escrito Hopeless.
Quero que seu primeiro beijo seja o melhor primeiro beijo na história dos primeiros beijos.
Não ter ele ou não ser amada não é a preocupação dela, tudo que passa pela mente de Sky é ter a certeza de que estar perto Holder é a decisão mais inteligente, e quais segredos dele vão provar que isso é tão perigoso quanto imagina.

Indico para quem escolher se aventurar, não ouse ler a última página (fetiche que muitos possuem). Pois, os segredos que são revelados ao longo da leitura precisam ser apreciados. E, para aqueles que leem em inglês, indico que façam a apreciação do titulo nessa língua, muitas piadas se perdem na tradução.

Indico também que ao ler, deixe todos seus preconceitos sobre adolescência (sim, isso existe e eu sofro disso às veze) e também sobre essa ideia errada que personagens femininas só querem conhecer um cara perfeito.
A história começa intensa, só cresce e você será outra pessoa ao final da leitura.






Sinopse: Anna e Bennet nunca deveriam ter se conhecido. Ela vive em Illinois em 1995 e Bennet em São Francisco em 2012. Mas Bennet tem a incrível habilidade de viajar no tempo e espaço. Com isto e uma pequena ajuda do destino é capaz de entrar na vida de Anna e mostrar um novo futuro para uma jovem apaixonada. Com uma trama romântica embalada a muito rock n’roll e viagem no tempo, o livro já foi traduzido para mais de 10 idiomas.


Vamos falar de viagem no tempo! Não. Esse não é um livro sobre grandes aventuras (apesar de ocorrerem algumas) e também não é aquela coisa maravilhosa de "vamos salvar o futuro" (apesar de, em alguns momentos, isso rolar).
Mesmo de longe percebo como ele parece jovem. Mais jovem que da primeira vez que o vi.  (...) Você é Bennet?
A narrativa é feita por Anna que tem uma vida bem normal - dentro do que é normal em 1995 - e está cursando o colegial. Sim, o livro se passa em 1995 e ela tem 16 anos, está na escola, trabalha com o pai e é bem responsável.

Até ai a vida segue, tudo lindo e fácil de aceitar. Até que um dia, enquanto corria, ela notou a presença de alguém. Misteriosamente, aquele "alguém" aparece na escola, e claro: Ela foi até ele como um ratinho indo para a armadilha através do cheirinho de queijo!
Bennet consegue desaparecer. E reaparecer. E pode fazer outras pessoas desaparecerem e reaparecerem. Ele tem um talento secreto, eu sou a única que sabe sobre isso.
Bennet é tudo, lindo, diferente, legal... E pode levar ela para qualquer lugar, qualquer país no mundo, ilha deserta ou até mesmo belos monumentos. Tudo isso porque ele é rico? Também. Mas, principalmente, porque ele pode viajar pelo tempo, sumir aqui e reaparecer no meio de Tóquio se quiser. E isso é algo que deixa Anna de coração acelerado por duas razões: Se apaixonar por ele e medo pelo o que essa paixão pode fazer à ambos.

Ao se aventurar nessa leitura indico que esteja com sua mente aberta para um romance fofo, porque não existe outra explicação para isso.

Não é lógico, não é sério e não é intenso.

O romance entre Anna e Bennet é impossível e fofo, então se prepare para rir e chorar com essa paixão.






Sinopse: Três adolescentes escapam de roubos perfeitamente planejados. Mas, quando eles estão prestes a realizar seu último crime, assaltar a casa de um senhor cego, o jogo muda. Os jovens estão encarcerados e precisam lutar por suas vidas contra um psicopata cheio de segredos.





Com a direção de Fede Alvarez, que teve uma direção interessante no remake de A Morte do Demônio (produzido por Raimi, diretor do filme original) e Rodo Sayagues, o enredo nos apresenta aquele momento estranho em que os vilões do começo da trama se tornam vítimas, enquanto o "mocinho" se mostra alguém que devemos temer. Com essa ideia, seguimos um trio que realiza alguns furtos em residências de luxo, já que possuem um fácil acesso graças à um deles. O pai de Alex (Dylan Minnette) trabalha na empresa de segurança das casas e isso o ajuda a conseguir senhas e chaves para qualquer residência que ele, Money (Daniel Zovatto) e Rocky (Jane Levy), queiram explorar.





E é quando surge um trabalho aparentemente perfeito, onde a vítima é um senhor solitário (Stephen Lang), que passeia com seu cachorro e que tem um grande dinheiro guardado depois de uma tragédia na família. E, além de tudo isso, ele ainda é cego. Mas mal sabem eles que a vítima deles é um ex militar totalmente perturbado.

O filme acaba se transformando em um suspense absurdo quando os três amigos se encontram presos dentro da casa da vítima, sem ter como sair ou se defender. Pode parecer simples, mas não é. O filme ainda tem um ponto muito alto em se tratar das reações, especialmente as sonoras. Como a vítima é cega, fica evidente que ele acabou desenvolvendo uma atenção maior ao utilizar mais da sua audição. Toda a tensão, momentos em que os personagens mal se mexem ou respiram, fica tão bem evidenciado que sentimos tudo na pele, mesmo!





Jane Levy, uma atriz que eu gosto e ainda acho que não teve chances suficientes na telona para mostrar seu potencial, acaba sendo de grande importância ao mostrar o lado mais "humano" em tudo o que faz. O filme mostra o por quê de ela querer juntar dinheiro, e todo o drama que a cerca nos faz torcer um pouco mais por ela. Os outros dois personagens acabam tendo o peso entre o garoto idiota e o bonzinho, que apesar de fazer as coisas e querer ajudar a roubar, tem aquele moralismo intenso que o faz repensar tudo muitas vezes.





O que vale dizer é que o ritmo do filme tem uma tensão que vai aumentando aos poucos e não pára jamais. Sem contar que algumas atitudes são bem imprevisíveis e os famosos jumpscares acontecem de uma maneira que me agradou bastante.
Ah! E não vamos esquecer que o papel interpretado por Lang é feito de maneira perfeita. Do começo ao fim, a tensão ao redor dele parece ter suas justificativas, até culminar em algo absurdo demais para qualquer um conseguir defender.





Sou suspeita para falar pois filmes desse gênero sempre me agradam. Mas sinto que é um tipo de drama que vale a pena ser conferido, especialmente se sente falta de filmes que vão direto ao ponto e tem reviravoltas o tempo todo! O filme todo se passa, na maior parte, dentro da casa da vítima, o que nos deixa com aquela sensação de claustrofobia e falta de alternativas para nossos protagonistas. E quando achamos que as coisas ficarão bem... tudo volta a dar errado.

Para um diretor que demorou três anos para voltar com um filme de peso, eu digo que o trabalho foi feito com sucesso =D
Recomendo fortemente!

Para quem quiser ver o trailer, só clicar AQUI)







Anime: Ajin
Autor: Hiroshi Seko
Direção: Hiroyuki Sehita
Estúdio: Polygon Pictures


Olá! A pedido da Mila eu voltei para esse cantinho de indicações e erupções culturais diversas para falar sobre animes. Dessa vez ela me convidou a falar de Ajin e, sem pensar duas vezes, topei. Mas, antes de eu discorrer um pouco a respeito dessa obra tenho que deixar aqui uma consideração estritamente pessoal.

Eu geralmente não gosto de animes feitos em Computação Gráfica (CG), acho que perde-se muito da naturalidade do traço e eu tenho um afeto muito grande pelas expressões das personagens e convenhamos que trabalhar isso com CG é um tanto difícil. Posso colocar aqui alguns péssimos exemplos de anime feitos em CG sendo o mais atual, dessa ultima temporada de lançamentos, o Hand Shakers. Basta só 10 minutos do primeiro episódio para ver o quão pecável é uma animação feita dessa forma, mas isso não é uma regra já que a CG vem sido usada em animes já tem um tempo e é compreensível uma vez que animações fluídas demandam um tempo e um investimento em animadores e desenhistas que nem sempre o estúdio tem como bancar. Aquelas cenas de luta super coreografadas cheias de detalhes e movimentos complexos exigem uma atenção e um investimento bruto! Ou mesmo aquelas cenas com exércitos marchando ou uma legião atacando alguns animes alternam entre a animação 2d e a CG justamente para manter a qualidade de animação. Dito isso, eu quero apenas deixar claro que o fato de eu ter gostado de Ajin é uma surpresa muito grande, mas após minha breve reflexão sobre o conteúdo e sobre os dados técnicos do anime espero tornar compreensível o motivo disso.





Agora vamos Falar de Ajin.
O Anime se trata de um thriller de ação em um mundo onde existem esses seres imortais, seres identificados como Ajins e eles vivem dentro da sociedade. Basicamente, o que os difere de humanos a maioria das vezes é o fato deles voltarem a vida imediatamente após morrerem. Sendo assim, quando houve a primeira aparição de uma entidade dessas logo o governo declarou uma espécie de caça às bruxas para propósitos de pesquisa, ou seja, oferecem uma grana preta para aqueles que conseguirem capturar ou mesmo denunciar um Ajin, o que é um azar imenso para nosso protagonista Nagai Kei, um garoto de 17 anos que apenas anseia por boas férias de verão. Seus anseios (e ele próprio) foram atropelados por um caminhão enquanto ele voltava para a casa e, como a maior parte dos humanos que é atropelado por um caminhão, Nagai morre esmagado por algumas toneladas de metal. Porém, ele não é bem um humano, é um Ajin, ele mesmo não sabia disso então foi realmente uma surpresa para todos quando ele se regenera do atropelamento.





À partir daqui, o que se segue é bem previsível. Nagai torna-se um foragido pois não quer ser feito de rato de laboratório e ser estudado o que faz a trama focar em sua constante fuga. Até então Ajin não havia me tragado de fato. Eu estava um tanto inseguro com relação a animação que consegue manter uma qualidade exemplar por toda a trama e o roteiro ainda não havia conquistado meu interesse. Bom, isso até aparecer o que pra mim é um dos melhores vilões dos últimos anos em animes. Estou falando de um senhorzinho com cara de simpático chamado Satou. Esse senhorzinho fez para mim o anime ir de inseguramente medíocre para ser incrivelmente interessante.
Satou também é um Ajin e como Ajin ele cansou-se de ser caçado e viver foragido. Então, ele toma uma decisão : Ele acha que os Ajins devem governar e, para isso, vai matar quem estiver no caminho.






Se o anime se tratasse apenas de violência gratuita, lutas bem coreografadas e mortes sangrentas, eu ainda não poderia considerá-lo bom, mas a maneira que a trama é desenvolvida junto do amadurecimento de Nagai e a obsessão de Satou, tudo torna-se extremamente instigante.
Em dado momento nós que temos uma perspectiva geral como telespectadores chegamos a ter dúvidas a respeito de quem é confiável ou não. Oque faz de Ajin um thriller interessante é que existe um dilema moral e uma constante afronta ao psicológico das personagens.





Para quem procura algo que gere reflexão ao mesmo tempo seja dinâmico, que consiga desenvolver um drama mesmo durante a ação; Para quem busca personagens complexos que tem a perspectiva de um ser imortal e ainda assim são extremamente humanos em suas frustrações e ascensões ou mesmo para aqueles que buscam apenas uma dose razoável de sangue e violência gratuita com um velho badass que manda bala e luta muito, junto de um protagonista que aos poucos vai mostrando que tem cérebro para resolver alguns conflitos, então Ajin atende a tudo isso e até um pouco mais.

O Anime tem duas temporadas fechadas e quatro OVA’s, cada temporada com 13 episódios com aproximadamente 24 minutos cada, fica a recomendação, assistam! Quem sabe vocês não se surpreendem? Eu sei que eu me surpreendi.