Victoria e o Patife - Meg Cabot





Sinopse: Neste romance histórico juvenil escrito pela autora de “O diário da princesa”, acompanhamos a trajetória de Victoria. Criada pelos tios na Índia, ela é enviada a Londres aos 16 anos para conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão do navio, Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo?

E aí me deparo com uma autora que simplesmente amo (apesar de não ter lido tantas coisas da mesma), com um estilo que nem sempre me atrai.
Aqui, Meg Cabot nos apresenta uma trama de época para um público juvenil.
Como alguns já devem saber, a autora já escreveu muitos livros com a temática, porém para um público mais adulto e assinando com o nome de Patricia Cabot.

Como a sinopse já mostra, acompanhamos a jovem Victoria, com uma mudança completa na vida e um amor que vem do nada, a deixando sem chão e querendo provar que é possível ter um noivo e ser capaz de fazer coisas incríveis.
A base da história é simples e não deixa tanto mistério. É evidente que Jacob Carstairs se mantém perto de Victoria com motivos pessoais, especialmente com a relação que possuem um com o outro, cheia de farpas e inimizade. O que não impede a leitura de ser tranquila e ir nos surpreendendo aos poucos.

Bem, Victoria acreditava que aquela era a cruz que pessoas como ela tinham de carregar. Era bastante provável que as ações mais altruístas da jovem jamais fossem reconhecidas por aqueles afetados por elas. Era triste, porém verdadeiro.



Mas, é mais quando Victoria realmente chega ao local e está na casa de seus tios que vemos como a garota tem uma personalidade forte. É notável o quanto ela acha que as mulheres na Inglaterra são frágeis demais e adota a postura de garota que resolverá tudo. Desde um jantar, ao comportamento de uma prima dramática até resolver relacionamentos dos outros. Exceto o que ela mesma tem.

Como outros livros da autora, temos uma escrita simples, com um humor interessante, guiado por uma personagem que não se deixa abalar facilmente. A questão é que algumas pessoas podem se incomodar com a escrita simples e rápida demais. Ainda acho que a ideia de um livro juvenil se aplica bem, mas os leitores mais assíduos podem se sentir lendo algo levemente superficial. Algumas relações não são tão aprofundadas, o que não me incomodou de todo. Noto que o foco era Victoria e sua personalidade.

Uma coisa era destruir permanentemente a própria vida. Outra bem diferente era destruir a vida de pessoas que ela passara a amar. 


Porém, não se deixem enganar. Apesar de uma personalidade forte, Victoria sabe ser extremamente irritante e tem como objetivo absurdo o tal casamento, especialmente por ter encontrado um homem bonito, rico e que segue a moda exigida para a época.
É a típica personagem que sente que tem obrigações, mas não quer reconhecer o que realmente sente. E, quando começa a notar, ainda insiste em seguir por outro caminho por simples birra. Ou seja, não é um livro para todos.

Talvez o fato de não ter o costume de ler livros de época tenham me feito ter um pouco mais de paciência com a garota. Ainda mais por ter lido sem ter ideia da sinopse e enredo. A surpresa sempre fica melhor assim.

Para aqueles que procuram uma leitura leve, tão característica da autora...recomendo. Leia com a mente aberta, esperando algo rápido, simples e bom para passar o tempo. Um livro para leitores mais novos, sem apelo sexual.
O livro tem seus altos e baixos, mas me prendeu o suficiente =D


Ele parecia achar que desejar alguém era melhor que precisar de alguém, mas Victoria não estava muito certa disso. 


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